Um lugar só
Todas as peças precisam viver no mesmo lugar, com histórico.
Plataforma de aprovação de campanhas para times criativos: um lugar só para enviar peças, receber feedback com contexto e acompanhar o que já pode ir ao ar.
O produto nasceu de uma dor interna da agência. A aprovação acontecia por WhatsApp, e-mail e pastas compartilhadas, e isso custava tempo de todo mundo.
Atuei como Product Designer do início ao fim: conduzi a pesquisa, defini a arquitetura e o fluxo, desenhei a interface e construí o protótipo navegável que está nesta página.
A plataforma saiu do protótipo e entrou na rotina da agência. Os ganhos abaixo comparam o fluxo antigo, por chat, com o fluxo dentro do produto.
E o que não virou número: os clientes passaram a saber, sem perguntar, o que estava pendente e em que ponto cada peça estava. Esse ganho de previsibilidade apareceu nas conversas de acompanhamento, não em uma métrica formal.
Ouvi os dois lados do fluxo: quem aprova e quem produz. Comecei pelas contas de maior recorrência, onde a dor aparecia toda semana, para entender a fundo antes de generalizar.
“Eu aprovo pelo WhatsApp, mas depois não sei se a versão certa foi a que entrou no calendário.”
“Quando a peça volta com muitas observações, o que falta é saber exatamente onde mexer.”
De 3 para 9: a pesquisa começou com os três clientes de maior recorrência, para validar o problema a fundo antes de ampliar. Hoje são nove contas usando a plataforma.
Todas as peças precisam viver no mesmo lugar, com histórico.
O feedback precisa estar ligado à arte, ao vídeo ou à campanha.
Aprovado, recusado e em revisão precisam ser lidos de relance.
A equipe precisa saber de quem é a próxima ação.
Cada alinhamento evitado vira tempo de execução.
O caminho foi pesquisa, arquitetura da informação, fluxo, interface e protótipo navegável. Em cada etapa, a pergunta era a mesma: o que a pessoa precisa decidir agora, e o que só atrapalha?
Aprovar, reprovar e comentar aparecem sempre ao lado do que está sendo avaliado.
Cada situação tem uma cor fixa, então a leitura do quadro não depende de ler texto.
A equipe trabalha por coluna, prioridade e responsável, e não por conversa.
Cada decisão fica registrada na peça, o que evita refazer o que já foi resolvido.
A IA não tomou as decisões de produto. Ela encurtou a distância entre pensar e ver a coisa funcionando, o que me deu mais rodadas de teste no mesmo tempo.
Organizar as entrevistas, agrupar dores recorrentes e transformar conversa solta em insight acionável.
Ordenar ideias, desenhar a arquitetura da informação e decidir o que entrava em cada etapa.
Explorar caminhos de fluxo e de interface rapidamente, para levar adiante só o que se sustentava.
Transformar as telas em um produto que roda de verdade, como o que está logo abaixo nesta página.
O protótipo virou ponto de partida. Em vez de entregar só telas estáticas, levei um produto navegável para a conversa com os desenvolvedores. A partir dele, a plataforma começou a ser implementada na agência.
Demo navegável de verdade, com os dois lados do fluxo. Use o seletor no topo para alternar entre a visão do cliente, que aprova, comenta e pede ajuste, e a visão da agência. Aprove uma peça e veja o status mudar dos dois lados.
Resolver a aprovação foi o começo. O caminho natural é a plataforma passar a responder também a pergunta seguinte: a peça foi ao ar, e aí, funcionou?
Conectar Meta, Google e demais canais para puxar o desempenho de cada peça publicada, sem exportar relatório na mão.
Acompanhar como cada campanha está performando, ligando o resultado à peça que já vive na plataforma.
O cliente que aprovou a peça passa a ver ali mesmo o retorno dela, o que troca o relatório mensal por acompanhamento contínuo.
Para onde isso leva: a plataforma deixa de ser só operacional e vira a ferramenta onde a agência aprova, publica e prova resultado. Aprovação, execução e performance no mesmo lugar, para cliente e equipe.